Dirigentes saúdam os 40 anos de história de luta do Partido dos Trabalhadores na Bahia - Jornal Folha de Cordeiros

Dirigentes saúdam os 40 anos de história de luta do Partido dos Trabalhadores na Bahia


  Dirigentes saúdam os 40 anos de história de luta do Partido dos Trabalhadores na Bahia
A sessão especial, que homenageou dois militantes históricos do PT com a Comenda 2 de Julho e celebrou o aniversário de 40 anos de fundação do partido, teve pronunciamentos dos maiores expoentes da legenda na Bahia, o governador Rui Costa e o senador e ex-governador Jaques Wagner. Além deles, o atual presidente da agremiação no Estado, Éden Valadares, destacou a efeméride na tribuna, representando a nova geração de filiados.
Para o governador Rui Costa, comemorar os 40 do PT é rever a história de cada militante, que se confunde com a construção do partido, “com suas trajetórias diferentes, e que se uniram e se unem por justiça social”. Ele saudou a diversidade de ideias e pensamentos, as correntes e disputas internas, como algo positivo da vivência partidária: “O PT briga, briga, mas quando se une é um tsunami nas ruas que contagia a população”.
Costa ratificou que sua filiação no PT, em março de 1982, aos 19 anos, foi por essa busca da justiça social. “Essa foi minha entrada no PT, como alguém que passou fome na infância, que cresceu vendo a mãe fazer trabalho social para crianças e idosos pobres da favela, e isso foi despertando um sentimento de indignação”, relatou o petista, para quem sua gestão é reflexo dessa procura, ao “fazer a opção pelos que mais precisam, para governar para a maioria do povo da Bahia, os 92 % que ganham até dois salários-mínimos”.
“Sou um ser social, fruto da favela, do PT e da luta sindical”, disse o governador, acompanhado de aplausos efusivos da plateia, composta de militantes e dirigentes do partido, além de secretários estaduais, prefeitos e vereadores do PT de vários municípios, lideranças sindicais e de movimentos sociais. Rui Costa afirmou que o PT tem o desafio de acompanhar as transformações sociais e do mundo do trabalho, readequando as estratégias para reacender-se como partido de massas.

O governador também queixou-se de “uma perseguição implacável” ao Governo do Estado pelo Governo Federal, cujos atrasos em contrapartidas já chegam a R$ 450 milhões, além do não credenciamento ao SUS de novos hospitais públicos na Bahia. “O Nordeste foi a região onde se cortou mais Bolsa Família. Vocês acreditam que em Santa Catarina foi feito mais cadastro de Bolsa Família, registrado, ou seja, incluído, do que o Estado da Bahia?”, informou.

O senador Jaques Wagner, primeiro presidente do PT no Estado, lembrou que foi na Bahia, em 1978, durante congresso de petroquímicos e petroleiros, que o ex-presidente Lula falou pela primeira vez da necessidade de criação de um partido dos trabalhadores. “Esse é um momento alto de comemoração dos nossos 40 anos, e me orgulho muito da nossa trajetória”, disse.

O senador parabenizou os deputados petistas Marcelino Galo e Rosemberg Pinto, proponentes da Comenda 2 de Julho, respectivamente, ao ex-deputado Alcides Modesto e ao ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. “Talvez sem combinar – e a política é feita de símbolos – vocês trouxeram como homenageados dois símbolos da nossa história, que representam a fundação do PT: Alcides, 12 anos como padre da Igreja Católica; José Sérgio como ex-militante da Ação Popular, na clandestinidade até 1979, quando saiu a Lei da Anistia, e o PT foi fundado um ano depois”, registrou Wagner.

Ele ressaltou que, apesar de trajetórias diferentes, ambos os laureados se encontram “nas qualidades fundamentais que precisamos para o exercício da política, que são a absoluta integridade, honestidade intelectual, e rigidez com o trato do dinheiro público”. Para Jaques Wagner, de 2003 a 2013, que compreendem os dois governos de Lula e o início de Dilma Rousseff, o país experimentou, com o PT, uma “contribuição efetiva à democracia brasileira, à prosperidade da economia brasileira e à inclusão social”.

O presidente do PT na Bahia, Éden Valadares, estendeu os cumprimentos à militância presente: “Nesse plenário, hoje, eu vejo 40 anos de história da luta do povo baiano. Com muito orgulho, eu vejo 40 anos da luta do movimento sindical, das mulheres, dos negros, dos jovens, da educação, da moradia, da saúde. Não são 40 anos de um partido qualquer, são 40 anos de milhares de vidas dedicadas e é a vocês que nós devemos os parabéns, aos companheiros e companheiras do PT, que transformaram e libertaram, com os nossos aliados, a Bahia”.

Valadares destacou os avanços sociais e estruturais promovidos nos 13 anos de governo do PT na Bahia, observando que os últimos aniversários do partido, desde 2016, vêm com uma mensagem de resistência, contrapondo-se a uma onda conservadora de retiradas de direitos sociais, direitos ambientais, trabalhistas e de diminuição da democracia. Para o dirigente, “eles tentaram nos varrer da história – Bolsonaro teve a ousadia de dizer que o governo dele seria um instrumento para acabar com o PT. Só que Bolsonaro não conhece o Brasil, o povo brasileiro e, definitivamente, não conhece o PT. Se conhecesse, saberia que a gente não é bagaço, a gente é semente. E, toda vez que tentam enterrar o PT, a gente volta mais vivo, mais renovado e na luta”.

A sessão contou com a presença de parlamentares do PT, a exemplo dos federais Zé Neto, Joseildo Ramos, Waldenor Pereira, Jorge Solla e Valmir Assunção; e dos estaduais Robinson Almeida, Maria del Carmen, Fátima Nunes, Neusa Cadore, Osni Cardoso, Jacó e Zé Raimundo. Também prestigiaram a solenidade os federais Lídice da Mata (PSB) e Daniel Almeida (PC do B), além dos estaduais Jurandy Oliveira (PP), Júnior Muniz (PP), Aderbal Caldas (PP), Euclides Fernandes (PDT), Vitor Bonfim (PL), Olívia Santana (PC do B) e Adolfo Menezes (PSD).
Fonte: ALBA 

Apoia-se

Direito de informação e a liberdade de expressão.

Notícias de Cordeiros e região do sudoeste Baiano

E-mail: folhadecordeiros@gmail.com

 

 

Postar um comentário

0 Comentários